As Ilhas
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Cerca
de trinta ilhas compõe a baía de Paranaguá, destacam-se
a Ilha do Mel, Ilha da Cotinga e Ilha dos Valadares.
Ilha do Mel
A Ilha do Mel situa-se na baía de Paranaguá na região central da costa paranaense, encontra-se vinculada ao município de Paranaguá. Possui um perímetro de aproximadamente 35 km e área em torno de 2760 hectares. Suas construções históricas como a Fortaleza da Barra, o Farol das Conchas, remontam ao século XVIII.
Tombada pelo Patrimônio Artístico e Histórico do Paraná em 1975, visando a proteção e a preservação da flora e fauna e dos aspectos naturais, históricos, arquitetônicos e arqueológicos.
Patrimônio
Ecológico não apenas da população paranaense,
mas de toda a humanidade, a Ilha do Mel tem 95% de sua área composta
por ecossistemas de restinga e Floresta Atlântica, o que a elevou
à categoria de Estação Ecológica em 1982. Em
março de 2002 foi criado o Parque Estadual da Ilha do Mel com uma
área de 337,84 hectares. Outro importante atrativo é a Gruta
das Encantadas, envolta de lendas e mistérios. O acesso se dá
pela BR 277 até Paranaguá ou Pontal do Paraná, de onde
partem os barcos.
Leia mais sobre a Ilha do Mel
Ilha
dos Valadares
A Ilha passou à posteridade com esse nome por ter pertencido aos
irmãos Valadares. Seus primeiros donatários eram comerciantes
que se acreditava, terem sido traficantes de escravos, Por isso, por alguns
anos, a ilha foi um posto de quarentena de escravos trazidos da África
ao nosso litoral, ou que aqui chegados vinham da Bahia ou do Rio de Janeiro.
Hoje, a ilha está ligada ao centro urbano por uma ponte conhecida
como ‘’Passarela’’, concluída em 1990, e
que dá acesso preferencial a pedestres.
Situa-se a uma distância de 400 m do centro de Paranaguá numa
área de 2,8 km2, à margem direita do rio Itiberê. É
habitada por praieiros e pescadores que se dedicam à pesca artesanal
e cultuam tradições como a de ser o palco do fandango paranaense,
única dança típica litorânea. É abastecida
por energia elétrica, água tratada e rede telefônica.
Ilha
da Cotinga
Local onde os primeiros colonizadores vindos de São Paulo, com a
intenção de chegar a Paranaguá, se estabeleceram com
receio dos índios carijós que dominavam a região. Situada
na baía de Paranaguá, é hoje fonte de mistério,
onde acham-se inscrições em ruínas e vestígios
do início da civilização paranaense. Faz parte da história
desta Ilha, antiga sede da primitiva povoação de Paranaguá,
o naufrágio do navio pirata francês Boloret, ocorrido em 09
de março de 1718, sendo que muitos afirmam que piratas lá
esconderam um tesouro. Os nativos são índios carijós,
que até hoje habitam no cenário onde seus ancestrais nasceram.
Em 1677, foi construída uma capela destinada ao culto de Nossa Senhora
das Mercês, demolida em 1699, para se erigir a Igreja de São
Benedito no continente. Em 1955 foi pedida a reconstrução
da antiga ermida, e em 17 de março do mesmo ano realizou-se uma procissão
marítima de retorno da antiga imagem de Nossa Senhora das Mercês
esculpida em pedra e vinda de Portugal. No ano de 1993 a Ermida foi finalmente
reconstruída, sendo sua inauguração no dia 25 de abril,
porém atualmente só restam ruínas da igreja. O acesso
ao templo é feito através de rústica escada de pedra,
formada por aproximadamente 365 degraus, proporcionando uma bela visão
da cidade e do mar.
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