Brasílio Itiberê da Cunha
Nasceu em Paranaguá
em 1° de agosto de 1846 - Berlim, 1913), foi um compositor, bacharel
em direito e diplomata brasileiro. Considerado
um precursor do nacionalismo, foi um dos primeiros a inspirar-se em motivos
populares e a imprimir à sua obra características nitidamente
brasileiras. A sua composição mais conhecida é "A
Sertaneja" (1869).
Ildefonso Pereira Correia, o Barão de Serro Azul
Filho de militar, Ildefonso Pereira Correia nasceu em Paranaguá,
no dia 6 de agosto de 1849. Em sua formação, estudou Humanidades
no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Profissionalmente, possuía um engenho de erva-mate em Antonina e, na condição de comerciante, tornou-se o maior exportador desse produto no Paraná. Com a construção da Estrada da Graciosa, transferiu suas atividades para Curitiba, onde se tornou uma liderança empresarial, contribuindo para a consolidação e modernização daquela cidade, com a instalação de telégrafo, indústria gráfica, organização da associação comercial e infra-estrutura para a indústria de erva-mate e café.
Por sua notável atuação pública, em 1881 recebeu a comenda da Ordem da Rosa e, em 8 de agosto de 1888, o título de Barão do Serro Azul.
Sem ser militar ou político, vem a se envolver com a defesa de Curitiba nos episódios de confrontação entre defensores de Floriano Peixoto e Federalistas. No sul do país, inconformados com a "tomada do poder" por Floriano, os idealistas revolucionários Maragatos se insurgem e avançam para o Rio de Janeiro, com o objetivo de derrubar o Presidente.
Do Rio Grande do Sul, dirigem-se para por Santa Catarina e chegam ao Paraná, aproximando-se da capital, Curitiba. As tropas da Revolução Federalista estavam prestes a atacar a cidade, quando Ildefonso é convocado para negociar a paz com o líder rebelde Gumercindo Saraiva, comandante dos Maragatos. Ildefonso, então, lidera uma Junta Governativa do Comércio, encarregada de criar um empréstimo de guerra e negociar a não-invasão de Curitiba. Com isso, mantém a cidade a salvo da iminente destruição.
Entretanto, por sua atuação em favor da paz, viria a ser considerado traidor, pelos legalistas, sob a acusação de colaboracionismo com os federalistas. Em decorrência, em dia 20 de maio de 1894, foi fuzilado no km 65 da Estrada de Ferro Paranaguá Curitiba.
Banido dos livros de História, a figura do Barão de Serro Azul, um autêntico empreendedor do séc. XIX, líder político e defensor da paz, é agora resgatada pelo filme O Preço da Paz, de Maurício Appel, em que são relatados os episódios de sua vida, restituindo, pela arte, uma verdade histórica.
Através do Projeto de Lei do Senado Nº 354/ 2004 do Senador Osmar Dias, transformado na Lei nº 11.863, de 15 de Dezembro de 2008, sancionada pelo Presiidente Luiz Inácio Lula da Silva, ILDEFONSO PEREIRA CORREIA, teve seu nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria.
Leocádio José
Correia - Médico
Filho de Manoel José Correia e de Gertrudes Pereira Correia, nasceu
em Paranaguá no16 de fevereiro de 1848. Vencido o ensino das primeiras
letras e os colégios de instrução secundária,
Leocádio encaminhou-se para a vida eclesiástica no Seminário
Episcopal de São Paulo, do qual desistiu às vésperas
da primeira unção sacerdotal.
Assumiu, então, outro apostolado que cumpriu, desta vez na Academia de Medicina do Rio de Janeiro. Como dedicado aluno de um dos maiores vultos da medicina nacional, o Doutor João Vicente Torres Homem (1837-1887), Leocádio ençarregou-se de coletar minuciosos apontamentos sobre as preleções que ouvia, tarefa esta que garantiu subsídios para a publicação das lições do renomado catedrático sobre a febre amarela.
No dia 20 de dezembro de 1873, doutorou-se em Medicina após ter sustentado uma tese sobre a Litotrícia (trituração dos cálculos vesicais para a eliminação pela urina), em 30 de agosto do mesmo ano. Ele foi um médico na verdadeira acepção da palavra, tendo clinicado nos municípios de Paranaguá, Guaratuba, Guaraqueçaba, Antonina. Morretes, Curitiba, Ponta Grossa e Castro.
Em 29 de agosto de 1874 casou-se com sua prima-irmã Carmela Cysneiros Correia em sua cidade natal, com quem teve três filhos: Clara, Leocádio e Lucídio.
Foi inspetor da Santa Casa de Misericórdia, foi inspetor escolar, jornalista, orador, escritor e poeta. Filiando-se ao Partido Conservador foi eleito deputado provincial à Assembléia Legislativa onde, como democrata, assumiu a causa abolicionista. Como inspetor da instrução pública destacou-se no propósito de revisão dos planos escolares que causavam dano aos seus contemporâneos deixando, assim, as sementes da reforma escolar que sua curta existência não viu consolidada.
O teatro também mereceu sua atenção e estudo, tendo se utilizado do palco cênico como instrumento de sua campanha contra a escravidão negra junto ao núcleo de jovens que o acompanhava. A encenação de "Talento e ouro", de Leôncio Correia, sob sua direção, alcançou ruidosos sucesso no teatro Santa Calina, de Paranaguá. Entre os seus escritos teóricos destaca-se "Duas páginas sobre o drama da Redenção", publicado postumamente por seu filho Leocádio Cysneiros Correia.
Leocádio José Correia desencarnou no dia 18 de maio de 1886, vítima de febre perniciosa. Foi um fato enormemente pranteado, especialmente pelos mais pobres e necessitados, que Leocádio, em sua breve vida, visitava diariamente.
Poucos
anos depois da sua desencarnação, Leocádio José
Correia começou a manifestar-se espiritualmente. Primeiro no litoral
do estado de Santa Catarina; posteriormente, no Estado do Paraná,
num trabalho fraterno de atendimento à pessoa humana e na divulgação
da mensagem de Jesus Cristo, à luz da Doutrina dos Espíritos.
Manoel Antônio Guimarães - Visconde de Nácar
Nasceu
em Paranaguá a 15 de fevereiro de 1813. Foi comerciante, político
e Chefe da Guarda Nacional, deputado provincial em São Paulo em
1851, e por várias legislaturas, no Paraná após a
sua emancipação, governando com vice-presidente a sua província
natal em 1873. Faleceu
em 16 de agosto de 1893.
Manuel Eufrásio Correia
O dono do nome de praça
e de estação tubo em Curitiba nasceu em Paranaguá
e se formou em direito em Recife. Se destacou como promotor público,
deputado provincial e presidente da Assembléia. Também chefiou
a polícia de Santa Catarina e no seu maior momento público
foi ser nomeado o 58° presidente da província de Pernambuco.
Tomou posse a 7 de novembro do mesmo ano e governou até 4 de fevereiro
de 1888, quando faleceu no engenho S. Francisco da Várzea, e foi
sepultado no Cemitério Público do Recife, no mausoléu
do conselheiro João José Ferreira de Aguiar, com tôdas
as honras a que tinha direito.

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